Leis de abundância de carícias e extorsão de carícias.


Esta exposição traz algumas considerações da minha observação clínica e do meu modo de conduzir terapeuticamente meus pacientes no trato e modificação dos seus Sistemas de Carícias.

As Leis de Abundância de Carícias coloca de forma clara que Carícias positivas se pede, se dá ouse recebe. Não fala em troca de Carícias positivas. Dar, pedir e receber Carícias são momentos diferenciados de atuação e não devem estar atrelados entre si.

Trabalho com meus pacientes o dar, o pedir e o receber separadamente evitando a troca de Carícias. O objetivo desta atuação é evitar a “extorsão” de Carícias que ocorre muitas vezes quando a pessoa dá Caricias para receber, sutilmente enveredando pelo caminho da extorsão, o que coloca a pessoa que recebeu a Carícia positiva na situação de ter que dar sem ser este o seu momento.

Outro cuidado ao trabalhar com as Leis de Abundância de Carícias é ficando atento à sutileza dos mecanismos de extorsão usados por pessoas que procuram obter reconhecimentos e Carícias positivas por fazer coisas para o outro ou pelo outro. Estão muitas vezes utilizando-se desse comportamento para a extorsão de Carícias e extinguir esses comportamentos de forma abrupta pode levar ao vazio existencial pela não obtenção do reconhecimento vital.

Mais uma consideração é o trabalho com as pessoas que se rotulam ou são rotuladas de “carentes”. Levando em consideração que o “carente” tem muita dificuldade de identificar se são amados pelo outro e muitas vezes vivem se perguntando se amam ou não amam o outro precisamos ter o viés de olhá-los através da dificuldade que têm de perceber o seu próprio afeto. Como dar e receber Carícias está intimamente ligado a emoção e sentimentos de amor e afeto, o “carente” na maior parte das vezes por não perceber essa emoção ou esse sentimento e si também não reconhece no outro, além de não reter a demonstração de afeto ou amor. Têm necessidade de demonstrações constantes para reafirmar seu reconhecimento e obter sua cota de Carícias. O “carente” pode muitas vezes ser conseqüência da dificuldade que teve, de quando criança, ser recebido nas suas demonstrações de amor e afeto pela figura materna ou de quem cuidou dela na infância. Dessa forma meu trabalho com o “carente” consiste principalmente em fazê-lo dar Carícias ou expressar seu afeto e não pedir, pois dessa forma começará a identificar em si a matriz do afeto/amor tendo certeza dele e, portanto identificar no outro essa mesma emoção ou sentimento. O “carente” muitas vezes por causa dessa dificuldade se torna um “vampiro” extorquidor de Carícias e afeto sem reter, tornando-se um “saco sem fundo”. Precisa a todo momento ouvir “eu te amo” ou receber demonstrações de afeto e de Carícias positivas que se escoam em pouco tempo surgindo novamente a necessidade não satisfeita.

Esse relato se presta tão somente como uma contribuição da minha prática profissional para despertar discussões, procurando um aprofundamento teórico sobre o tema.

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