XXVI CONBRAT

XXVI CONGRESSO BRASILEIRO DE ANÁLISE TRANSACIONAL

ESPERANÇA E MEDO: O QUE TE MOVE?

O que nos move? No trabalho, nas relações, na vida? O que motiva nossa ação?

O medo é uma emoção natural ligada aos mecanismos naturais de manutenção da vida. Porém, hoje vivemos em uma cultura na qual o medo é cultuado e disseminado. Já experimentaram escolher um filme nos canais de TV? Quantos são sobre violência, destruição, ameaças dos mais variados tipos - de catástrofes naturais a zumbis. Difícil é encontrar alguma oferta que não alimente o medo e não apenas o medo que protege a vida. Muito mais frequentemente o medo que cria medos que impedem o próprio viver, que gera impotência e paralisia, que nos mantém desconfiados do vizinho, da pessoa que caminha em nossa direção na rua, do outro de pele ou aparência distintas da nossa. Tantas fobias nos enclausurando...

Neste cenário, o que nos sustenta? Esperança?

A nossa capacidade de sonhar com algo melhor no futuro, de projetar para além dos temores uma imagem positiva, a possibilidade de que algo bom aconteça. Mas esperança não pode ser espera: de um salvador, de um milagre, de algo que nos livre do mal. Esperança precisa vir do esperançar, do movimento da consciência que nos permite imaginar um tempo melhor e, a partir daí, criar e manifestar o esperançado.

Para além da esperança e do medo, queremos dialogar em nosso encontro de 2017, sobre O QUE NOS MOVE.

O que nos mantém ativos, trabalhando, criando, aprendendo, relacionando?

O que pode realmente nos tornar agentes criadores de melhores relações - consigo, com o outro, com a comunidade, com a natureza e o trabalho, com o espírito?

Estas são as perguntas que estão presentes ao pensarmos este encontro dos Analistas Transacionais e das pessoas interessadas em Análise Transacional.

As respostas? Pretendemos criá-las junto com cada participante do XXVI CONBRAT, em Porto Alegre (RS).

Venha participar, dialogar, pensar, sentir e criar ações que nos movam em direção ao mundo que desejarmos.

Proposta metodológica

Pensamos, seguindo o ciclo de aprendizagem de adultos descrito no livro "Táticas", por Rosemary Napper e Trudi Newton, em criar um movimento durante o congresso que nos permita passar por todo o ciclo. Vamos iniciar com uma experiência concreta sobre "Esperança e Medo: o que te move?", o primeiro movimento do aprender. Depois, indo para o segundo movimento, teremos um espaço para a observação reflexiva sobre o que foi experienciado. Daí, construindo as reflexões conceituais e, deste entendimento, vamos vivenciar a experimentação ativa das novas possibilidades.

Na concepção de Espinoza, esperança e medo são dois afetos baseados na tristeza e que existem interligados. Para o filósofo, não existe medo sem esperança, nem existe esperança sem medo. Nosso viver tem sido permeado por estes afetos, que, por serem afetos tristes, alimentam a impotência e a superstição. Ambos precisam da dúvida para existir.

O autor propõe que se busque os afetos alegres, e estes se fazem nos encontros significativos entre as pessoas. Somente a partir de novos afetos podemos criar ações significativas que façam diferença.

Isso sugere uma linha de ação para o congresso: partimos da esperança e do medo como afetos que nos movem no viver e desejamos que, ao final do encontro, os participantes encontrem novas possibilidades de ação na vida, a partir da alegria e do amor que surgem nos encontros genuínos.

EIXOS TEMÁTICOS DAS GRANDES ÁREAS

Nossa proposta é que possamos conduzir nossa reflexão, aprendizados e construir ações a partir de eventos que serão realizados em cinco salas, cada uma delas com um dos seguintes eixos temáticos:

Análise Transacional - Com os avanços da ciência e as necessidades de caminhos viáveis ao momento planetário que vivemos, a atualização teórica de conceitos fundamentais da Análise Transacional, como Estados de Ego, Emoções e Sentimentos, Relações, Script de Vida, tem sido intensa. A partir desta atualização, vamos refletir sobre como a filosofia, a visão de ser humano e suas relações e os conceitos da Análise Transacional contribuem para superar esta dicotomia entre medo e espera(nça), na direção da alegria e do amor nas ações Autônomas que nos cabem.

Espiritualidade - Pulsa em nós, seres humanos, mesmo quando não pensamos nisso, a consciência do sutil, desta rede na qual todos pulsamos em sincronicidade e nos afetamos mutuamente. Physis, a força de evolução integrada por Berne aos princípios da Análise Transacional, pode ser um caminho para a reflexão sobre a espiritualidade que transcende as religiões e vibra conduzindo à ampliação de consciência. Somos seres em evolução, príncipes e princesas em potencial, integrantes desta grande teia cósmica. Como podemos vivenciar e refletir nosso desenvolvimento espiritual?

Comunidade - Na comunidade, sentimo-nos próximos uns dos outros, reconhecidos e seguros. Em meio ao pluralismo, à flexibilidade levada a extremos, à competitividade e ao individualismo, característicos dos tempos atuais, o senso de comunidade se fragiliza. Passamos a não nos reconhecer no vizinho, no colega, nem na própria família, abrindo espaço para ameaças, insegurança e medo. Inspirados na Análise Transacional, que ações e reflexões podemos realizar para fazer frente às patologias da sociedade atual e promover a Intimidade, o reconhecimento de si e do outro, o cuidado mútuo, o engajamento e a inclusão social?

Família - A família influencia, de forma determinante, a qualidade de nossas relações ao longo da vida. Famílias são múltiplas e diversas. Evoluem com seus integrantes, pelos ciclos vitais e pelas pressões do ambiente, do qual são, também, agentes transformadores. À luz da Análise Transacional propomos dialogar sobre os afetos que movem a família. Quais são as motivações para se constituir e permanecer unida? O que a mantém saudável, afetiva e propulsora de seus integrantes?

Mundo do trabalho - O mundo do trabalho, no qual estamos todos inseridos, passa por profundas transformações. Convivemos com as influências de um mercado competitivo, que gera incertezas, pressões e exclusão. Ao mesmo tempo, exige respostas ágeis e desenvolvimento contínuo da performance profissional. Com frequência, o temor e a desesperança produzem incompetência. Neste contexto, há espaço para se construir relações significativas e empoderadoras? Efetividade e afetividade podem caminhar juntas na gestão de si e na liderança de outros? Como a esperança e o medo podem ser aliados para potência e ação? Propomos dialogar sobre estas questões assessorados pela Análise Transacional.

Com entusiasmo te esperamos para compartilhar conosco desse momento!

Márcia Beatriz Bertuol Coordenadora CONBRAT 2017

#CONBRAT

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